Recuperação de empresas, qual é a melhor opção?

Números divulgados pela Serasa Experian mostram que a ações de recuperação judicial aumentaram 61,2% na comparação entre 2015 e 2016. Já os pedidos de falência cresceram mais de 5% no mesmo período. Nesse cenário a recuperação de empresas vem se tornando uma alternativa cada vez mais comum.


Mas entre os diferentes tipos recuperação de empresas, qual é a melhor? O pedido de recuperação judicial, extrajudicial ou de falência são apenas parte de um processo muito mais complexo.


A solução extrajudicial para a recuperação de empresas necessita, por exemplo, de um plano contundente e, de acordo com a Lei nº 11.101, pode acontecer sem interferência jurídica. Geralmente há uma negociação prévia entre devedor e credor e com isso chegam a uma solução amigável para as dívidas. Essa pode ser uma ótima alternativa, solucionando a crise sem envolvimento da justiça.




Recuperação x Falência


Todo administrador precisa saber as diferenças entre a recuperação de empresas e o pedido de falência. Vamos apontar algumas características de cada uma que ajudam a ponderar qual a melhor opção no momento de crise financeira.


Na declaração de falência, o empresário fica impedido de exercer sua função administrativa. A gestão passa a ficar a cargo do administrador judicial. Já na recuperação, é possível continuar no comando da empresa. Nessa situação, a figura do administrador judicial também é necessária para acompanhar a prestação de contas, uma vez que ele age como fiscal durante todo o processo.


Outra diferença importante está no caráter das alternativas frente à dívida da empresa. Na falência, é possível liquidar todo o ativo com o objetivo de satisfazer os credores e a empresa encerra suas atividades. Por outro lado, na recuperação é possível buscar soluções que a mantenham no mercado. Novamente é necessária a figura de um agente negociador.


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